Domingo, Outubro 24, 2004
Trauma
O menino estava sentado na cama, curioso, aguardando a surpresa dos pais. Estes mandaram-no esperar lá, com a porta do quarto fechada, pois iriam trazer um presente, do qual o garoto nem fazia idéia do que pudesse ser. Não era seu aniversário nem nada. Enquanto esperava, mexia nos brinquedos, olhava da janela, sentia o vento. Ali era muito ventilado, décimo segundo andar, e ele poderia ficar na janela e nem ser percebido, já que ele era tão pequeno. Distraía-se com o movimento da rua e das pessoas, mesmo que minúsculas. Mas, enjoava. Começou a cascavilhar as gavetas do móvel vizinho à cama e, de uma delas, tirou uma coleira. Era do Rex, nome que ele mesmo deu.
Rex era seu cachorro, o segundo que passara pela família. O primeiro, Pascoal, já estava na casa quando ele nasceu, era de seu pai. Gostava muito do animal, mas este morreu de família. Já Rex foi comprado só para ele. Queria cuidar dele como cuidaram de Pascoal. Eram inseparáveis. Dava banho, brincava, levava para passear. Impressionava o instinto paternal do menino com relação ao cachorro. Rex ainda seria mais bem cuidado que Pascoal, e ainda viveria muito mais segundo ele. Porém, há umas duas semanas, o pequeno dono e seu cachorro foram passear na pracinha que fica de frente para o prédio. Mas o animal se empolgou com outro cachorro que latia na rua, e acabou escapando da posse do garoto. Saiu correndo em direção à pista justamente quando um carro passava. Foi atropelado e acabou morrendo, ali mesmo, sob o choro desesperado de seu dono.
Enquanto guardava a coleira de volta na gaveta, bem lá no fundo, ouviu a porta do quarto se abrir. Viu seus pais, com um enorme sorriso no rosto, chamando seu nome. Tinham uma caixa nas mãos, relativamente grande. Estavam risonhos. Mandaram que abrisse logo, empolgados. Lentamente, a criança se aproximou e tirou a tampa. Era um cachorrinho. O casal bateu palmas, riu - ¿Gostou ?¿. Ele sorriu amarelo, como sorri quando seus pais o chamam para apresentá-lo ou mostrá-lo a alguém e ainda dizem: ¿Como ele tá grandinho!¿. Os dois saíram do quarto, satisfeitos, para que o filho pudesse brincar com o filhote, dar um nome, enfim, aproveitar a presença do animal.
Ficaram o menino e o cachorro sozinhos no quarto. O bicho nem se mexia muito, nem sequer chegou perto dele. Ele olhou pensativo para o presente. Ainda passou a mão na cabeça dele, que reagiu como quem estivesse gostando. Tirou a mão rapidamente. Levantou-se. Pôs as mãos no bicho, ainda sem nome, ainda sem características, ainda sem ser seu. Agarrou-o e subiu na cama, aproximando-se da janela. Notou que o vento diminuíra. Esticou os dois braços para fora da janela, segurando o cachorro, fechou os olhos, respirou fundo e o soltou. Sentiu um pouco de vontade de chorar, mas não ficou triste. Pegou a caixa em que o cachorro foi trazido, saiu do quarto e foi levá-la até seus pais, para que a jogassem no lixo. Foi na cozinha beber água preparado para, quando voltar ao quarto, chamar os pais e falar que o bichinho, que ele havia deixado em cima do móvel, deve ter subido na janela e caído.
Postado por BRUNO DO VALE NOGUEIRA, em 1:08 PM
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Terça-feira, Outubro 19, 2004
OS MELHORES GRILOS (que post é esse pelo amor de Deus???)
- Sabe quando, nos programas de tv, principalmente nos desenhos animados e nas comédias, acontece uma situação embaraçosa, todos se calam e fica só aquele barulhinho de grilo? Pois é! Eu nunca vi duas cenas dessas tão bem feitas quanto essas: uma foi do desenho do Bob Esponja! E por falar nele, o teaser trailer de Bob Esponja - O filme é um dos melhores que eu já vi na minha vida. Voltando ao assunto: o Bob Esponja arranjou um emprego de humorista. Ele subiu no palco, a platéia tava super-empolgada, aí, o coitado conto uma piada super sem graça. A platéia ficou sem reação, muda, e o pobre do Bob Esponja envergonhado. Então, tema cena da platéia encarando, muda, e só o barulho do grilo. Aí, a cena dura alguns segundos e, de repente, aparece uma imagem de um grilo de verdade, numa planta, se mexendo e fazendo o barulho do "cri, cri".
- A outra cena foi no seriado "Greg, The Bunny". Neste seriado, marionetes andam, falam, têm direitos e convivem com os humanos, elas acabam fazendo o papel de minoria da sociedade no seriado, é bem engraçado. Aí, uma das marionetes morreu e, quando foi falar do defunto, um dos personagens foi fazer uma piada sobre ele (totalmente sem-graça!). Então, como sempre acontece, todos ficaram encarando e o barulhino do grilo. Então, algumas pessoas se afastam e aparece na cena uma amrionete em forma de grilo bebendo e fazendo o "cri cri". Aí, ela para e diz: "Há, ora, o cara foi engraçado!"
- Agora, na verdade, os melhores grilos são os da Emma Bunton fazendo cover da música "Grilos", do brasileiro Marcos Valle. A canção, "Crickets sing for Ana Maria", é um dos carros-chefe do álbum Free Me e foi elogiadíssima, tanto na crítica estrangeira como na brasileira. E olha que a crítica brasileira elogiar uma loira inglesa fazendo samba... é porque é bom mesmo! Não dá pra ficar sem ouvir!
Postado por BRUNO DO VALE NOGUEIRA, em 12:37 AM
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Quinta-feira, Outubro 14, 2004
No dia da criança, o SBT passou um episódio de Alf, o E.Teimoso. Numa certa parte do episódio, é mostrado o passado do alienígena em seu planeta natal. Eu nunca havia parado para pensar: o Alf era um cara desempregado e mulherengo, freqüentador de bar, que devia ter uma meia-idade e que, só quando chegou na Terra, encontrou um motivo melhor pra viver. Agora, ele vive numa casa americana, sem fazer nada da vida, e, ainda por cima, ele come gatos! Ele come gatos!!!! (Sempre tem um lado bizarro...) A pessoa da casa com quem o Alf tem mais identificação é o garotinho, cujo nome eu não me lembro. O fato de ele viver agora pregado com o menino poderia identificar a confirmação de seu comportamento de desocupação. Ele, agora na Terra, passa o dia brincando e conversando com uma criança, mesmo sendo uma criatura vivida. O porém é que o Alf é uma boa pessoa... criatura. Agora que ele está desocupado e com conforto, ele pode exercer melhor essa bondade. Assistindo o episódio de ontem, eu vi que ele tem um carinho bastante paternal pelo menino e que, na verdade, a reação que ele tem com o garoto é mais de uma baby-sitter divertida do que de um amigo fanfarrão. Esse tipo de personagem se repete muito e o SBT adora!!! Atualmente, ele está representado pelo Ronald Golias no seriado "Meu Cunhado" e, para se ter uma idéia do humor do seriado, vou terminar este post com uma piada que eu vi. A casa do protagonista, o publicitário Washignton Canta-Pedra, vivido pelo Moacyr Franco, foi assaltada (na verdade, foi o Ronald Golias Meu Cunhado Alf que vendeu todos os móveis porque tinha ficado só em casa enquanto a família viajava). Aí, o Washington contratou um detetive para pegaro ladrão, e o tal detetive foi ao escritório do publicitário e estava conversando com a Corina, a fiel secretária e única personagem boa e bem-interpretada do programa.
Corina: O Sehor Washington disse que queria um presídio de segurança máxima e esperança mínima!
Detetive: Hum... que tal Alcatraz?
Corina: Não serve!
Detetive: Por quê?
Corina: Porque traz! Não é pra trazer, é pra levar!
Postado por BRUNO DO VALE NOGUEIRA, em 12:42 AM
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Domingo, Outubro 10, 2004
O que eu não gosto na internet é que ela é como um cão de estimação que, a qualquer hora, pode fugir! De uma hora pra outra, quando você se programa pra passar um tempo conectado, PRINCIPALMENTE quando você tá com MUITA vontade de se conectar... ela dá problema! Aí, já sabe! Mas deixa pra lá...
Ontem, passou o programa do rei dos baixinhos, Raul Gil! Ninguém agüenta mais os calouros, mas a parte das crianças não deixa de ser............... curiosa! Você vê daquela criança que foi forçada pela mãe a ir no programa às famosas crianças-prodígio, que cantam, dublam, dançam e tentam fazer agudos forçados que acabam se tornando irritantes. Só imagino as mãe nos bastidores chorando e fotografando. Inclusive, tem uma menina lá que imitou a Luka, deve ter uns 8 anos, que até piercing na sobrancelha tem. O problema com as crianças-prodígios é que não duram. A maioria delas é irritante, e é muito fácil enjoar delas. Quem que ainda se lembra do Dany Boy, aquele menino cover do gugu? Ou da Maíra, aquela mini-assistente de palco também do programa do Gugu? O pior são os grupos de crianças! Agora, tem uma criança que não chega à ser prodígio, mas que tenho certeza que sua aparição na tv, que ainda é bastante reprisada, esteve presente na infância de muitos: aonde está a menina que fez a Dalila, a fadinha do Rá-Tim-Bum?? Aquela que tinha como música-tema: "pétalas de rosa, orvalho matutino, pulo de formiga, rá-tim-bum"! Eu acho que ela é aquela cantora Olívia Hering, mas não tenho certeza! Exceto pela Dalila e pelas crianças do Catelo Rá-Tim-Bum, que faziam o seu trabalho muito bem, vida longa à breve vida das crianças-prodígios irritantes porque... é inagüentável(?)!
Postado por BRUNO DO VALE NOGUEIRA, em 12:03 PM
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